Participantes

O movimento do Ciclo do Recife reuniu cerca de 30 jovens de diversas atividades que se dedicaram à Sétima Arte. Entre tantos nomes, destacam-se cinco: Almery Steves, Ary Severo, Edson Chagas, Gentil Roiz e Jota Soares.

ALMERY STEVES

O início da carreira de atriz  de Maria Esteves Torreão, mais conhecida como Almery Steves, foi difícil. A sociedade não via com bons olhos a profissão de ator, principalmente para as moças de família. Derrubando preconceitos e exigências religiosas da época, Almery aceitou o convite de Ary Severo para compor a equipe do Ciclo do Recife, vindo a se casar posteriormente com Severo. Atriz principal dos filmes Retribuição, Aitaré da Praia, Destino das Rosas e Dança, Amor e Ventura, Steves brilhou nas telas de cinema e se tornou o ícone feminino do Ciclo pernambucano.

ARY SEVERO

Luiz de França da Rosa Torreão, engenheiro formado, não seguiu a profissão almejada pelos seus pais. Entusiasmado para fazer cinema, ele foi contra as exigências da família e seguiu a carreira que sonhava: a Sétima Arte. Com a insatisfação de sua família, Luiz criou um codinome com o intuito de se desvincular da cobrança e da força que o seu sobrenome tinha. Nasceu então Ary, por escolha pessoal, e o sobrenome Severo, a partir de apelido criado pelos amigos. Sua severidade foi domada pala paixão de produzir cinema e dar início ao Ciclo do Recife.  Severo foi diretor, argumentista, roteirista, ator e participou dos seguintes filmes: Jurando Vingar, Aitaré da Praia, Herói do Século XX, Destinos das Rosas e Dança Amor e Ventura, além de ter sido co-roteirista em A Filha do Advogado.

EDSON CHAGAS

Um dos fundadores da Aurora-Film, o ourives Edson Chagas morou no Rio de Janeiro e veio para a cidade do Recife na década de 1920, época em que o cinema ganhava destaque. Conhecido como moço falante, Chagas conheceu Ary Severo em uma banca de revista, no qual incentivou-o a fazer cinema. Com várias ideias e muita disposição, Chagas aplicou seus conhecimentos cinematográficos – antes adquiridos em uma produtora do Rio – na Aurora, o que levou à posição de diretor de fotografia de nove filmes, dos 13 produzidos durante o Ciclo.

GENTIL ROIZ

O gravador Gentil Roiz trabalhava em casas exibidoras fazendo letreiros. Tornou-se sócio da Aurora-Film e dirigiu vários filmes da produtora. Em 1926 deixou o Recife e seguiu para o Rio de Janeiro para tentar, sem sucesso, por Aitaré da Praia no mercado exibidor do País. Nesse período, também casou-se com a companheira de cena em Jurando Vingar, Rilda Fernandes.

JOTA SOARES

Jota Soares, um dos precursores do cinema pernambucano, fez parte do cenário de luta e entusiasmo da dramaturgia do Ciclo do Recife. Nascido em 1906, na cidade de Propiá, Sergipe, veio ainda jovem para o Recife. Iniciando sua carreira aos poucos, Soares estreou em Um Ato de Humanidade. Logo depois participou do filme  Herói do Século XX e em Sangue de Irmão fez parte da produção técnica. Posteriormente ele foi ganhando espaço no cenário do Ciclo. Foi com a saída de Ary Severo da direção do filme A Filha do Advogado que Jota pode demonstrar sua habilidade como diretor e ator aos 20 anos.


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